O tempo de tela do ator Chris Wood variou do drama da PBS, Mercy Street, à série ganhadora do Emmy Awards da HBO, Girls, e as séries da The CW, Containment e The Vampire Diaries. Os fãs de Supergirl, também na CW, o reconhecem como Mon-El, que teve um relacionamento conturbado com a heroína titular, interpretada por Melissa Benoist (a noiva da vida real de Wood). Depois de encerrar a terceira temporada de Supergirl, o ator de 31 anos, que estudou teatro musical na Carolina do Norte antes de se mudar para o oeste, tirou um tempo da atuação para buscar outros interesses, incluindo escrever e dirigir um curta-metragem, The Stew; torcer para seu amado Yankees; e fundar uma organização sem fins lucrativos de conscientização em saúde mental que, em apenas dois anos, doou U$350.000,00 com a venda de produtos de marca para organizações de saúde mental.

 

No que você está trabalhando desde que deixou Supergirl?

Desde que saí de Supergirl, dediquei todo o meu tempo a escrever e trabalhar na minha organização sem fins lucrativos, IDONTMIND. Eu precisava de dar um tempo na atuação, e estou animado para voltar a ativa agora que tirei um tempo de folga. Estou realmente trabalhando para me manter são e com a mentalidade seletiva, para não me sentir sufocado novamente. Estou desenvolvendo um projeto que escrevi – o que é incrivelmente empolgante, mas ainda não posso falar sobre isso – e escrevi outros projetos.

 

Por que você quis fazer seu curta-metragem, The Stew?

Então, The Stew surgiu em um momento de tentar recuperar esse poder criativo. eu tinha que fazer algo que me parecesse bom de fazer e que me permitisse correr riscos e contar histórias de maneira que eu queria contar, independentemente do que as outras pessoas pensassem. Eu criei algo realmente peculiar e único, do qual me orgulho, apesar de qualquer falha.

 

Ser ator influencia na sua escrita e direção?

Eu cresci escrevendo e fazendo curtas e, na faculdade, meu foco havia mudado quase inteiramente para atuação. Não foi conscientemente, é apenas exatamente o que aconteceu. Eu nunca parei de escrever, mas estava realmente fazendo isso só para mim. Como ator, tive muita sorte de ter tido tantas oportunidades e trabalhei mais ou menos sem parar por alguns anos, mas não estava tendo a mesma pressa de atuar que costumava ter, e minha necessidade de escrever e criar conteúdo só estava ficando mais forte.

 

Por que a saúde mental é tão importante para você?

Há um tempo, tive um ano incrivelmente difícil que me deixou em um malabarismo entre a tristeza e a depressão. Meu mecanismo de enfrentamento era me desligar e não falar sobre isso. Quando as pessoas perguntavam como eu estava, eu só encerrava a conversa e disse que estava bem. Por alguns anos, foi assim que agia. E foi terrível. Eu realmente não me recuperei até a primeira vez que eu decidi ser realmente honesto sobre o que eu estava sentindo e que eu havia passado. Em vez de me fechar para as pessoas quando eles me perguntavam como eu estava, comecei a responder com, “Oh, eu não me importo, eu posso falar sobre isso.”Apenas essa pequena mudança na minha resposta para as pessoas mudou tudo. Eu não admitia que havia um problema, então como eu poderia obter ajuda? Somente quando admiti que não estava bem que eu pude começar a procurar maneiras de melhorar.

 

Por que você começou sua própria organização, IDONTMIND?

O processo da minha cura. Eu estava começando a trabalhar com organizações de saúde mental para poder retribuir e fiquei pensando: toda abordagem que estou vendo atende a pessoas de dentro, a pessoas que já conhecem a saúde mental e é um problema e precisa de atenção. Ocorreu-me que talvez precisássemos tentar algo diferente para alcançar mais pessoas. … Se é verdade que 1 em cada 4 pessoas no mundo experimenta doenças mentais em sua vida, então todos nós estivemos perto de alguém que sofreu. E isso significa que todos podemos nos relacionar e todos devemos poder falar sobre isso. Assim, eu fundei o IDONTMIND em 2017. É uma campanha de conscientização em saúde mental que trabalha para derrotar o estigma, inspirando conversas. A idéia é que, quanto mais falamos sobre saúde mental, mais normalizamos, então fazemos todo o possível para que as pessoas falem.

 

Qual é a diferença entre sua organização e outras organizações sem fins lucrativos voltadas para a saúde mental?

Eu cheguei à essa ideia de que as pessoas falam mais sobre o que estão vestindo do que sobre como estão se sentindo. E pensei: “Oh, eu posso apenas tentar usar isso como um recurso”. Tem tudo a ver com estilo e mensagem. E está na sua cara e as pessoas vão sentir muito medo disso. É Muito pouco, dá um soco e traz significado. Por isso, escolhemos um nome que faz você perguntar o que significa, o que iniciará uma conversa. Escolhemos um estilo [de camiseta, moletom, boné e outros itens estampados com “IDONTMIND”] que é mínimo e pode caber facilmente no seu guarda-roupa de todos os dias. Mas é claramente sobre saúde mental. Queremos apelar à curiosidade das pessoas. Esperamos tornar interessante que as pessoas comprem, usem, compartilhem, conversem, publiquem e gerem um diálogo.

 

Fonte: Gio Journal

Tradução e Adaptação: Chris Wood Brasil